domingo, 26 de fevereiro de 2012

Da alegria



Um punhado de lanterninhas brancas acesas. É o sorriso de nós todos quando a alegria e  o prazer estão por perto. São feixes de luz que descortinam as sombras e abrem  caminho para a música. Dançam os músculos da face, dançam as substâncias do ser,  dançam as borboletas por dentro.

Na morada da alegria tudo é arco-íris e sinfonia; e é também a presença de quem se  ama e o perfume inexplicável que permanece na ausência. Não há sonho, nem fantasia na  alegria. Ela é o tato, é o fato. Pés não alcançam peso algum e ombros se transformam  em balão. Leveza! Leveza que se vê. Transfiguração.

É intensa ou não é, é vibrante ou nem isso… mas chega, se instala, contamina e modela. E  o dia não se vai.

Alegria, minha alma enamora de ti!

Simone Profeta.


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É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. Clarice Lispector
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