quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Se eu pudesse...



Se eu pudesse, eu diria aos pais que filhos aprendem muito mais com os nossos exemplos do que com as nossas palavras.

Que, quando adultos, eles repetirão em suas vidas os padrões familiares que receberam no âmbito do próprio lar.

Que filhos precisam conhecer limites; que muitas vezes é preciso dizer "não" em casa, para que não se tornem revoltados quando o mundo lá fora se mostrar hostil e contrário aos seus interesses.

Que uma grosseria e um desrespeito aos pais merecem, sim, uma boa chinelada. Que começar a trabalhar cedo não é violação dos direitos da criança e do adolescente, muito pelo contrário, é uma forma de deixá-los seguros, responsáveis e preparados para a vida.

Que monitorem os filmes e os programas que eles assistem ou sites que visitam na Internet. Que estejam atentos às amizades que eles fazem e lugares que frequentam.
Que jamais os deixem assistir a filmes de terror ou de extrema violência, engendrados por mentes doentias, que só servirão para incutir-lhes medos descabidos e encher seus "porões" de fantasmas perniciosos.

Que lhes ensinem sobre Deus, conforme a compreensão de cada um; que lhes ensinem a orar desde a mais tenra idade, pois está comprovado que as pessoas que têm fé, suportam melhor os revezes da vida.

Que sexo é uma benção da vida, mas não deve ser praticado com leviandade. Nem mesmo os animais fazem isto. Relações sexuais sadias são louvores, e nosso corpo é o templo do Espírito.

Que lhes incutam desde cedo o hábito da  leitura, o gosto pela arte, o respeito pela natureza.

Que lhes digam que eles podem, sim, ser vencedores, mas que para isto não precisam esmagar ninguém. Que honestidade e retidão não são virtudes ou algo de que devam se orgulhar por tê-las, mas apenas e tão somente obrigação de todos nós.

Que jamais invejem os dons alheios, mas mirem os olhos para os próprios dons e talentos naturais e os desenvolvam. Que toda e qualquer pessoa tem áreas onde são especiais e podem se destacar, assim como tem áreas onde são limitadas e que isto faz parte da vida.

Sim, eu diria. Mas não seria utopia?

Há muitas décadas que as crianças são criadas por babás ou empregadas despreparadas. Quando não, ficam nas creches. Condição de sobrevivência do mundo atual...

Quando chegam em casa (raras exceções) encontram pais estressados, sem tempo ou disposição para dar-lhes nada, muito menos carinho e educação. Então dão-lhes "coisas" para compensar a ausência e aplacar a consciência.

Sobre os resultados, não preciso dizer. Eles estão aí para quem quiser ver.

(Dedicado a uma professora amiga que está afastada do magistério, após ter apanhado de um aluno em sala de aula).

Desconheço autoria.

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Claudia Mei
É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. Clarice Lispector
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