domingo, 8 de agosto de 2010

Fazer amor

Fazer amor é coisa séria demais...

Não basta um corpo e outro corpo, misturados num desejo insosso, desses que dão feito fome trivial, nascida da gula descuidada, aplacada sem zelo, sem composturas , sem respeito, atendendo exclusivamente a voracidade do apetite.

Fazer amor é percorrer as trilhas da alma, uma alma tateando outra alma, desvendando  véus, descobrindo profundezas, penetrando nos escondidos, sem pressa com delicadeza ...

Porque alma tem tessitura de cristal, deve ser tocada nas levezas, apalpada com amaciamentos.. até que o corpo descubra cada uma das suas funções.

Quando a descoberta acontece é que o ato de amor começa.

As mãos deslizam sobre as curvas, como se tocando nuvens, a boca vai acordando e retirando gostos, provocando os sabores, bebendo a seiva que jorra das nascentes, escorrendo em dons, é o côncavo e o convexo em amorosa conjunção.

Fazer amor é Ressurreição !!!

É nascer de novo : no abraço que aperta sem sufocamentos no beijo que cala a sede gritante, na escalada dos degraus celestiais que levam ao gozo.

Vale chorar, vale gemer .. vale gritar, porque ai já se chegou ao paraíso, e qualquer som ha de sair melódico e afinado, seja grave, agudo, pianinho... há de ser sempre o acorde faltante quando amantes iniciam o milagre do encontro.

Corpos se ajustaram, almas matizaram ... Fez-se o Êxtase !!! É o instante da paz ... é a escritura da serenidade !

E os amantes em assunção pisam eternidades !!!!

Atribuído a um Frei do colégio Santo Agostinho

2 comentários:

Joemir Rosa disse...

Fazer amor envolve almas .... e não corpos! O tesão nasce na cabeça ... é o tesão mental, o tesão emocional ... muito diferente de trepar, que envolve apenas os cinco sentidos (que tbm é ótimo!) ... fazer amor é quando ambos se sentem unos ... vibrando num só frequência, na mesma sintonia!

Beijos!!!

Anônimo disse...

Perfeitas as colocações!!!!

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Claudia Mei
É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. Clarice Lispector
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