sábado, 15 de outubro de 2011

A canção dos homens

 
 
Quando uma mulher, de certa tribo da África, sabe que está grávida, ela segue para a selva com outras mulheres e juntas rezam e meditam até que aparece a “canção da criança”.
 
Quando nasce a criança, a comunidade se junta e lhe canta a sua canção.
 
Logo, quando a criança começa sua educação, o povo se junta e lhe canta a sua canção. Quando se torna adulto, a gente se junta novamente e canta. Quando chega o momento do seu casamento a pessoa escuta a sua canção.

Finalmente, quando sua alma está para ir-se deste mundo, a família e amigos aproximam-se e, da mesma forma como em seu nascimento, cantam a sua canção para acompanhá-lo na "viagem".

Nesta tribo da África há outra ocasião na qual os homens cantam a canção. Se em algum momento da vida a pessoa comete um crime ou um ato social muito grave, levam-no até o centro do povoado e a gente da comunidade forma um círculo ao seu redor. E então lhe cantam a sua canção".

A tribo reconhece que a correção para uma conduta anti-social não é o castigo; é o amor e a lembrança de sua verdadeira identidade.

Quando reconhecemos nossa própria canção já não temos desejos nem necessidade de prejudicar ninguém.
 
Teus amigos conhecem a "tua canção" e a cantam quando a esqueces.
 
Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometes ou as escuras imagens que mostras aos demais.

Eles recordam tua beleza quando te sentes feio; tua totalidade quando estás quebrado; tua inocência quando te sentes culpado e teu propósito quando estás confuso.
                                           
Tolba Phanem.

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2 comentários:

adamaria disse...

lindo e profundo!!

Joe disse...

Um dos textos mais lindos e verdadeiros que já li. Apesar de parecer utopia na atualidade, fico imaginando se os povos tivessem sido criados dessa forma, ao invés de religiões hipócritas impostas por uma minoria manipuladora, talvez hoje vivessemos em paz e amizade entre as nações!

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Claudia Mei
É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. Clarice Lispector
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