terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Cada tempo tem seu tempo



Não tenho o poder de tirar a sua dor, e acredito que ninguém o tem. Nem mesmo Deus, pode interferir no nosso arbítrio...

Se é tempo de chorar, chore; se é tempo de gemer, gema; se é tempo de recordar, recorde; se é tempo de saudade profunda, sinta-a.

Mas não se demore além do tempo necessário! Tempo que o próprio tempo vem dizer-lhe.

Este sim, poderoso consolador, vem abrandar, jamais apagar, a marca da dor, usando a alquimia das horas, a magia simples do amor. 

Por isso, não te peço que esqueça o ente querido, ou o amigo inesquecível que morreu. Não te peço que arrume outro amor hoje, para esquecer aquele que tanto marcou e partiu.

Nem sou louco para te pedir que perdoe, imediatamente, quem tanto mal te fez. Nem eu, nem Deus, que tudo espera.

Agora é tempo de renascer. Se a lágrima que ainda rola no seu rosto, queima a face, é tempo de refletir.

Talvez seja a hora de recomeçar o caminho, seguir pela estrada que ainda reclama passos, ir adiante, além da dor e do grito, rumo ao seu futuro, rumo ao infinito.

Não esqueça ... Deus te ama profundamente!

Paulo Roberto Gaefke.

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É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. Clarice Lispector
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