domingo, 14 de novembro de 2010

O empurrão


A águia empurrou gentilmente seus filhotes para a beira do ninho.
Seu coração se acelerou com emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que sentiu a resistência dos filhotes, a seus insistentes cutucões.

Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair? pensou ela. O ninho estava colocado bem no alto de um pico rochoso. Abaixo, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes.

E se, justamente agora, isto não funciona? Ela pensou. Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento. Sua missão estava prestes a se completar, restava ainda uma tarefa final: o empurrão.

A águia encheu-se de coragem.
Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas, não haverá propósito para as suas vidas.
Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o privilégio que é nascer águia.
O empurrão era o melhor presente que ela podia oferecer-lhes.
Era seu supremo ato de amor.
Então, um a um, ela os precipitou para o abismo.

E eles voaram!

Às vezes, na nossa vida, as circunstâncias fazem o papel de águia.
São elas que nos empurram para o abismo.
E, quem sabe, não são elas, as próprias circunstâncias, que nos fazem descobrir que temos asas para voar.

Pense sobre isto
E...se precisar......voe

Autor desconhecido

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Claudia Mei
É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. Clarice Lispector
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