segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Colcha de retalhos



Dos meus problemas, fiz um acolchoado de retalhos, pedaços de dificuldades que me fazem lembrar da minha capacidade de superar momentos difíceis.

Vejo pedaços que me lembram fatos, onde eu tinha certeza que não iria resistir, onde eu queria mesmo era sumir: amores perdidos que me fizeram sofrer, mortes inesperadas que me deixaram um vazio, promessas que não aconteceram, doenças, discussões tolas, brigas e desavenças, sonhos que viraram pesadelos... 

Um acolchoado triste, pesado, mas cheio de lições importantes, cheio das minhas impressões, do que eu era e daquilo em que me transformei; por isso essa força tamanha, que carrego comigo por onde for e, se encontro alguém sofrendo pela estrada, tiro da minha colcha um retalhinho, um pouco da minha experiência com a dor, e mostro carinhosamente o caminho, onde há flores, espinhos e amor. 

Peço para a pessoa olhar lá na frente, além do problema e da dificuldade, depois olhar para dentro de si mesma, e encontrar a solução para tudo, pois a dor vem dos outros, a decepção também, mas a solução está onde sempre deve estar. Dentro de você, criatura divina, feita para brilhar. 

Ame-se!

Paulo Roberto Gaefke.

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É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. Clarice Lispector
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