sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Certas coisas

Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...

Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e sons,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...

A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz,
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e sons,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...

Lulu Santos





quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pessoas são presentes

Vamos falar de gente, de pessoas... Existe, acaso, algo mais espetacular do que gente?

Pessoas são um presente. Algumas tem um embrulho bonito como os presentes de natal, páscoa ou festa de aniversário. Outras vem em embalagem comum, e há as que ficaram machucadas no correio. De vez em quando uma registrada, são os presentes valiosos.

Algumas pessoas trazem invólucros fáceis. De outras, é dificílimo, quase impossível, tirar a embalagem é fita durex que não acaba mais, mas a embalagem não é o presente e tantas pessoas se enganam, confundindo a embalagem com o presente.

Por que será que alguns presentes são complicados para a gente abrir? Talvez porque dentro da bonita embalagem haja muito pouco valor e bastante vazio, bastante solidão. A decepção seria grande.

Também você amigo, também eu. Somos um presente para os outros. Você para mim, eu para você. Triste se formos apenas um presente-embalagem: muito bem empacotado e quase nada, lá dentro!

Quando existe verdadeiro encontro com alguém, no diálogo, na abertura, na fraternidade, deixamos de ser mera embalagem e passamos à categoria de reais presentes.

Nos verdadeiros encontros humanos, acontecem coisas muito comoventes e essenciais:
mutuamente nós vamos desembrulhando, desempacotando, revelando. Você já experimentou essa imensa alegria da vida? A alegria profunda que nasce da alma, quando duas pessoas se comunicam virando um presente uma para outra?

Conteúdo interno é segredo para quem deseja tornar-se presente aos irmãos de cada estrada e não apenas embalagem. Um presente assim não necessita de embalagem. É a verdadeira alegria que a gente sente e não consegue descrever, só nasce no verdadeiro encontro com alguém.

A gente abre, sente e agradece a Deus.

S.eider/H. Hartm Shann
quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O sentido da vida

A vida, em si, não tem sentido. A vida é uma oportunidade para que se dê sentido a ela.

O sentido da vida não tem que ser descoberto: ele tem que ser criado. Você achará sentido na vida somente se você criá-lo.

Ele não está escondido atrás de arbustos, de forma que você possa ir, procurar um pouco e achá-lo. Ele não está lá fora, como uma rocha, para ser achado. Ele é um poema a ser composto, é uma canção a ser entoada, uma dança a ser dançada.

O sentido da vida é a dança, não a rocha. É a música. Você o achará somente se criá-lo.
 
Osho
terça-feira, 26 de outubro de 2010

O bordador

Chega um momento em que a gente se dá conta de que, às vezes, para sermos verdadeiros com nós mesmos, precisamos ter o desprendimento para abençoar as tentativas sem êxito, agradecer pelo o que cada uma nos ensinou, e seguir. De que, às vezes, para se reconstruir é preciso demolir construções que, por mais atraentes que sejam, não são coerentes com a idéia da nossa vida.

A gente se dá conta do quanto somos protegidos quando estamos em harmonia com o nosso coração. De que o nosso coração é essencialmente puro, essencialmente amoroso, o bordador capaz de tecer as belezas que se manifestam no território das formas.

De que, sabedores ou não, é ele que tem as chaves para as portas que dão acesso aos jardins de Deus. E, vez ou outra, quando em plena comunhão criativa, entra lá, pega uma muda de planta e traz para fazê-la florescer no canteiro do mundo.

Ana Jácomo

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Claudia Mei
É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. Clarice Lispector
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