quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Nosso medo



Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados.

Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além de qualquer medida. É a nossa luz, não as nossas trevas, o que mais nos apavora. 

Nós nos perguntamos: quem sou eu para ser brilhante, maravilhoso, talentoso e fabuloso?

Na realidade, quem é você para não ser?

Você é filho do Universo. Você se fazer de pequeno não ajuda o mundo. Não há iluminação em se encolher, para que os outros não se sintam inseguros quando estão perto de você.

Nascemos para manifestar a glória do Universo que há  dentro de nós. Não está apenas em um de nós: está em todos nós.

E conforme deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente, damos às outras pessoas, permissão para fazer o mesmo.

E conforme nos libertamos do nosso medo, nossa presença, automaticamente, liberta os outros.

Nelson Mandela

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Alma de mulher


Nada mais contraditório do que ser mulher...

Mulher que pensa com o coração, age pela emoção e vence pelo amor. Que vive milhões de emoções num só dia e transmite cada uma delas, num único olhar.

Que cobra de si a perfeição e vive arrumando desculpas para os erros, daqueles a quem ama. Que hospeda no ventre outras almas, dá a luz e depois fica cega, diante da beleza dos filhos que gerou.

Que dá as asas, ensina a voar, mas não quer ver partir os pássaros, mesmo sabendo que eles não lhe pertencem. Que se enfeita toda e perfuma o leito, ainda que seu amor nem perceba mais tais detalhes.

Que como uma feiticeira transforma em luz e sorriso as dores que sente na alma, só pra ninguém notar. E ainda tem que ser forte, pra dar os ombros para quem neles precisa chorar.

Feliz do homem que,  por um dia, souber entender a alma da mulher !


Rayana Odete

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Tudo começa agora



Que força é essa tão desconhecida? Que poder é esse de transformar uma vida? Que valor é esse que não podemos calcular?

O pensamento é a grande arma que o homem ainda não domina, é a força transformadora que ainda corre solta, ora nos leva a vitória, ora a derrota de nós mesmos.

Qual o médico que pode operar uma gravidez psicológica? Qual o analista que pode alterar um sonho pessoal? Qual o cientista que pode transportar as ondas cerebrais? Quem pode fazer você fazer aquilo que você não quer? Quem pode convencer um drogado a largar o vício? Quem pode dar um motivo alegre para o deprimido sair?

Tudo está dentro de nós! Nossos deuses, nossos anjos e nossos demônios, atraímos a paz e por vezes criamos a guerra. Queremos falar de amor e acabamos odiando, levantamos para trabalhar e enrolamos, admiramos e nos decepcionamos. Tudo muito rápido, instantâneo…

O que falta não é felicidade, nem companhia, o que falta é objetivo, meta. Quando tudo está muito vago, tudo é relativo, tudo é parte, é pouco. Mas, quando determinamos, quando ousamos sonhar, tudo é muito completo, rico, cheio de uma porção mágica, que é o tesão pela vida, a descoberta de nós mesmos.

Por isso, neste dia que o sol pode estar escondido, lembre-se de fazer escolhas, de decidir. De parar um minuto e pensar em você, de desejar mais do que viver na cidade, pense em conquistar a felicidade. Porque se alguém merece ser feliz, esse alguém é você!

Paulo Roberto Gaefke

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Subir pelo lado que desce


"Viver é subir uma escada rolante pelo lado que desce".

Ouvindo esta frase, imaginei qualquer pessoa nessa acrobacia que as crianças fazem ou tentam fazer: escalar aqueles degraus que nos puxam inexoravelmente para baixo. Perigo, loucura, inocência, ou uma boa metáfora do que fazemos diariamente?

 Poucas vezes me deram um símbolo tão adequado para a vida, sobretudo naqueles períodos difíceis em que até pensar em sair da cama dá vontade de desistir. Tudo o que quereríamos era taparmos a cabeça e dormirmos, sem pensarmos em nada, fingindo que não estamos nem aí…

Porque Tanatos, isto é, a voz do poço e da morte, nos convoca a cada minuto para que, enfim, nos entreguemos e acomodemos.

Só que acomodar-se é abrir a porta a tudo aquilo que nos faz cúmplices do negativo. Descansaremos, sim, mas tornando-nos filhos do tédio e amantes da pusilanimidade, personagens do teatro daqueles que constantemente desperdiçam os seus próprios talentos e dificultam a vida dos outros.  E o desperdício da nossa vida, talentos e oportunidades é o único débito que no final não se poderá saldar: estaremos no arquivo-morto.

Não que não tenhamos vontade ou motivos para desistir: corrupção, violência, drogas, doença, problemas no emprego, dramas na família, buracos na alma, solidão no casamento a que também nos acomodamos… tudo isso nos sufoca.

Sobretudo, se pertencermos ao grupo cujo lema é: Pensar, nem pensar… e a vida que se lixe.  A escada rolante chama-nos para o fundo: não dou mais um passo, não luto, não me sacrifico mais. Para que mudar, se a maior parte das pessoas nem pensa nisso e vive da mesma maneira, e da mesma maneira vai morrer?

Não vive (nem morrerá) da mesma maneira. Porque só nessa batalha consigo mesmo, percebendo engodos e superando barreiras, podemos também saborear a vida. Que até nos surpreende quando não se esperava, oferecendo-nos novos caminhos e novos desafios.

Mesmo que pareça quase uma condenação, a idéia de que viver é subir uma escada rolante pelo lado que desce é que nos permite sentir que afinal não somos assim tão insignificantes e tão incapazes.

Então, vamos à escada rolante: aqui e ali até conseguimos saltar degraus de dois em dois, como quando éramos crianças e muito mais livres, mais ousados e mais interessantes.  E porque não? Na pior das hipóteses, caímos, magoamo-nos por dentro e por fora, e podemos ainda uma vez… recomeçar.

Lya Luft

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É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. Clarice Lispector
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