sábado, 30 de abril de 2011

Simples desejo


Que tal abrir a porta do dia
Entrar sem pedir licença
Sem parar pra pensar,
Pensar em nada...

Legal ficar sorrindo à toa, toa
Sorrir pra qualquer pessoa
Andar sem rumo na rua

Pra viver e pra ver
Não é preciso muito
Atenção, a lição
Está em cada gesto
Tá no mar, tá no ar
No brilho dos seus olhos
Eu não quero tudo de uma vez
Eu só tenho um simples desejo

Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine muito bem

Legal ficar sorrindo à toa, toa
Sorrir pra qualquer pessoa
Andar sem rumo na rua

Pra viver e pra ver
Não é preciso muito não
Atenção, a lição
Está em cada gesto
Tá no mar, tá no ar
No brilho dos seus olhos
Eu não quero tudo de uma vez não
Eu só tenho um simples desejo

Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine muito bem

Luciana Mello




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quinta-feira, 28 de abril de 2011

A paz


 
Certa vez houve um concurso de pintura e o primeiro lugar seria dado ao quadro que melhor representasse a paz.

Ficaram, dentre muitos, três finalistas igualmente empatados.

O primeiro retratava uma imensa pastagem com lindas flores e borboletas que bailavam no ar acariciadas por uma brisa suave. O segundo mostrava pássaros a voar sob nuvens brancas como a neve em meio ao azul anil do céu. O terceiro mostrava um grande rochedo sendo açoitado pela violência das ondas do mar em meio a uma tempestade estrondosa e cheia de relâmpagos.

Para surpresa e espanto dos finalistas, o escolhido foi o terceiro quadro, o que retratava a violência das ondas contra o rochedo.

Indignados, os dois pintores que não foram escolhidos questionaram o juiz que deu o voto de desempate:

- "Como este quadro tão violento pode representar a paz, Sr. Juiz?"

E o juiz, com uma serenidade muito grande no olhar, disse:

- "Vocês repararam que, em meio à violência das ondas e da tempestade, há, numa das fendas do rochedo, um passarinho com seus filhotes dormindo tranquilamente?"

E os pintores, sem entender, responderam:

- "Sim, mas... "

E antes que eles concluíssem a frase, o juiz ponderou:

- "Caros amigos, a verdadeira paz é aquela que, mesmo nos momentos mais difíceis, nos permite repousar tranquilos".

Talvez muitas pessoas não consigam entender como pode reinar a paz em meio à tempestade, mas não é tão difícil de entender.

Considerando que a paz é um estado de espírito, podemos concluir que, se a consciência estiver tranquila, tudo à sua volta pode estar em revolução que conseguiremos manter nossa serenidade.

Fazendo uma comparação com o quadro vencedor, poderíamos dizer que o ninho do pássaro que repousava serenamente com seus filhotes, representa a nossa consciência.

A consciência é um refúgio seguro, quando nada tem que nos reprove. E também pode acontecer o contrário: tudo à volta pode estar tranquilo e nossa consciência arder em chamas.

A consciência, portanto, é um tribunal implacável, do qual não conseguiremos fugir, porque está em nós. É ela que nos dará possibilidades de permanecer em harmonia íntima, mesmo que tudo à volta ameace desmoronar ou acuse sinais de perigo solicitando correção.

Sendo assim, concluiremos que a paz não será implantada por decretos nem por ordens exteriores, mas será conquista individual de cada criatura, portas adentro da sua intimidade.

Autoria desconhecida
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Reenquadrar-se


Contam que certa vez duas moscas caíram num copo de leite.

A primeira era forte e valente, assim logo ao cair nadou até a borda do copo, mas como a superfície era muito lisa e ela tinha suas asas molhadas, não conseguiu sair. Acreditando que não havia saída, a mosca desanimou, parou de nadar e de se debater e afundou.

Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte era tenaz, e, por isto continuou a se debater, a se debater e a se debater por tanto tempo que, aos poucos, o leite ao seu redor, com toda aquela agitação, foi se transformando e formou um pequeno nódulo de manteiga onde a mosca tenaz conseguiu, com muito esforço, subir e dali levantar vôo para algum lugar seguro.

Durante anos, ouvi esta primeira parte da história como um elogio à persistência que, sem dúvida, é um hábito que nos leva ao sucesso.

No entanto...

Tempos depois, a mosca tenaz, por descuido ou acidente, novamente caiu no copo. Como já havia aprendido em sua experiência anterior, começou a se debater, na esperança de que, no devido tempo, se salvaria.

Outra mosca, passando por ali e vendo a aflição da companheira de espécie, pousou na beira do copo e gritou: "Tem um canudo ali, nade até lá e suba pelo canudo".

A mosca tenaz não lhe deu ouvidos, baseando-se na sua experiência anterior de sucesso, e continuou a se debater e a se debater até que, exausta, afundou no copo "cheio de água".

Muitos de nós, baseados em experiências anteriores, deixamos de notar as mudanças no ambiente e ficamos nos esforçando para alcançar os resultados esperados, até que afundamos no nossa própria falta de visão.

Fazemos isto quando não conseguimos ouvir aquilo que quem está de fora da situação nos aponta como solução mais eficaz e, assim, perdemos a oportunidade de "reenquadrar" nossa experiência e ficamos paralisados, presos aos velhos hábitos, com medo de errar.

"Reenquadrar" é permitir-se olhar a situação atual como se ela fosse inteiramente diferente de tudo que já vivemos.

"Reenquadrar" é buscar ver através de novos ângulos, de forma a perceber que, fracasso ou sucesso, tudo pode ser encarado como aprendizagem.

Desta forma, todo o medo se extingue e toda experiência é como uma nova porta que pode nos levar à energia que precisamos, à motivação de continuar buscando o que queremos, à auto-estima que nos sustenta.

Desconheço a autoria

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terça-feira, 26 de abril de 2011

Falo a língua dos loucos


Quem é que nunca teve um Marcelo, um Felipe, um Ricardo, um Rafael, um Júlio ou um Tiago na vida? Tudo bem pode ser uma Raquel, uma Fernanda, uma Natália, uma Ana, uma Patrícia ou uma Aline.

Paquerar é bom, mas chega uma hora que cansa! Cansa na hora que você percebe que ter 10 pessoas ao mesmo tempo é o mesmo que não ter nenhuma, e ter apenas uma, é o mesmo que possuir 10 ao mesmo tempo! A "fila" anda, a coleção de "figurinhas" cresce, a conta de telefone é sempre altíssima. Mas e ai? O que isso te acrescenta?

Nessas horas sempre surge aquela tradicional perguntinha: Por que aquela pessoa pela qual você trocaria qualquer programa por um simples filme com pipoca abraçadinho no sofá da sala não despenca logo na sua vida??? Se o tal "amor" é impontual e imprevisível, que se dane!

Não adianta: as pessoas são impacientes! São e sempre vão ser! Tem gente que diz que não é... "Eu não sou ansioso, as coisas acontecem quando tem que acontecer". Mentira! Por dentro todo ser humano é igual: impaciente, sonhador, iludido.

Jura de pé junto que não, mas vive sempre em busca da famosa cara metade! Pode dar o nome que quiser: amor, alma gêmea, par perfeito, a outra metade da laranja... No fim dá tudo no mesmo. Pode soar brega, cafona, mas é a realidade.

Inclusive o assunto "amor" é sempre cafonérrimo. Acredito que o status de cafona surgiu porque a grande maioria das pessoas nunca teve a oportunidade de viver um grande amor. Poucas pessoas experimentaram nesta vida a sensação de sonhar acordada, de dormir do lado do telefone, de ter os olhos brilhando, de desfilar com aquele sorriso de borboleta azul estampado no rosto.

Não lembro se foi o "Wando" ou se foi o "Reginaldo Rossi" que disse em uma entrevista que se a Marisa Monte não tivesse optado pelo "Amor I love you" e que se o Caetano não tivesse dito "Tô me sentindo muito sozinho..." eles não venderiam mais nenhum disco. Não adianta, o público gosta e vibra com o brega". Não adianta tapar o sol com a peneira.

Por mais que você não admita, você ficou triste porque o Leonardo di Caprio morreu em Titanic e ficou feliz porque a Julia Roberts e o Richard Gere acabaram juntos em "Uma Linda Mulher".

Existe pelo menos uma música sertaneja ou um "pagodinho" que te deixe com dor de cotovelo. Quando você está solteiro e vê um casal aos beijos e abraços no meio da rua você sente a maior inveja.

Você já se pegou escrevendo o seu nome e o da pessoa pelo qual você está apaixonada no espelho embaçado do banheiro, ou num pedacinho de papel. Você já se viu cantando o mantra "Toca telefone toca" em alguma das sextas-feiras de sua vida, ou qualquer outro dia que seja.

Você já enfiou os pés pelas mãos alguma vez na vida e se atirou de cabeça numa "relação" sem nem perceber que você mal conhecia a outra pessoa e que com este seu jeito de agir ela te acharia um tremendo louco.

Você, assim como nos contos de fada, sonha em escutar um dia o tal "E foram felizes para sempre..." Bem, preciso continuar? Ok, acho que não...

Negue o quanto quiser, mas sei que já passou por isso, e se não passou, não sabe o quanto está perdendo. O problema de resistir a uma tentação é que você pode não ter uma segunda chance.

"Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos"

Luiz Fernando Veríssimo

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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Espelhos


Alguém muito desanimado entrou na igreja e falou com Deus:

"Senhor, aqui estou porque nas igrejas não há espelhos. Nunca me senti satisfeito com a minha aparência".

Subitamente uma folha de papel caiu aos pés dele, vinda do alto do templo. Atônito, ele a apanhou e viu a seguinte mensagem:

''A feiúra é invenção dos homens e não minha. Não importa se os braços são longos ou curtos, sua função é o desempenho do trabalho honesto.

Não importa se as mãos são delicadas ou grosseiras, sua função é dar e receber o bem.

Não importa a aparência dos pés, sua função é tomar o rumo do amor e da humildade.

Não importa se a cabeça tem ou não cabelo, mas sim os pensamentos que passam por ela.

Não importa a cor dos olhos, o que importa é que eles vejam o valor da vida.

Não importa se a boca é graciosa ou sem atrativo, o que importa são as palavras que saem dela''.

Atônito o homem foi saindo da igreja e na porta de vidro viu o seu reflexo.

E ali estava escrito: "veja com bons olhos seu reflexo neste vidro e lembre-se que em tudo que existe escrito sobre mim não há uma única linha dizendo que sou bonito".

Desconheço a autoria

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domingo, 24 de abril de 2011

Quanto nós merecemos?




O ser humano é um animal que deu errado em várias coisas. 

A maioria das pessoas que conheço, se fizesse uma terapia, ainda que breve, haveria de viver melhor. Os problemas podiam continuar ali, mas elas aprenderiam a lidar com eles.

Sem querer fazer uma interpretação barata ou subir além do chinelo: como qualquer pessoa que tenha lido Freud e companhia, não raro penso nas rasteiras que o inconsciente nos passa e em quanto nos atrapalhamos por achar que merecemos pouco.

Pessoalmente, acho que merecemos muito: nascemos para ser bem mais felizes do que somos, mas nossa cultura, nossa sociedade, nossa família não nos contaram essa história direito. 

Fomos onerados com contos de ogros sobre culpa, dívida, deveres e… mais culpa.

Um psicanalista me disse um dia: – Minha profissão ajuda as pessoas a manter a cabeça à tona d’água. Milagres ninguém faz.

Nessa tona das águas da vida, por cima da qual nossa cabeça espia, se não naufragamos de vez, somos assediados por pensamentos nem sempre muito inteligentes ou positivos sobre nós mesmos.

As armadilhas do inconsciente, que é onde nosso pé derrapa, talvez nos façam vislumbrar nessa fenda obscura um letreiro que diz: “Eu não mereço ser feliz. Quem sou eu para estar bem, ter saúde, ter alguma segurança e alegria? Não mereço uma boa família, afetos razoavelmente seguros, felicidade em meio aos dissabores”. 

Nada disso. Não nos ensinaram que “Deus faz sofrer a quem ama”?

Portanto, se algo começa a ir muito bem, possivelmente daremos um jeito de que desmorone – a não ser que tenhamos aprendido a nos valorizar.

Vivemos o efeito de muita raiva acumulada, muito mal-entendido nunca explicado, mágoas infantis, obrigações excessivas e imaginárias. 

Somos ofuscados pelo danoso mito da mãe santa e da esposa imaculada e do homem poderoso, pela miragem dos filhos mais que perfeitos, do patrão infalível e do governo sempre confiável. 

Sofremos sob o peso de quanto “devemos” a todas essas entidades inventadas, pois, afinal, por trás delas existe apenas gente, tão frágil quanto nós. 

Esses fantasmas nos questionam, mãos na cintura, sobrancelhas iradas: Ué, você está quase se livrando das drogas, está quase conquistando a pessoa amada, está quase equilibrando sua relação com a família, está quase obtendo sucesso, vive com alguma tranquilidade financeira… será que você merece? Veja lá!

Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada falho tiramos o tapete de nós mesmos e damos um jeito de nos boicotar – coisa que aliás fazemos demais nesta curta vida. 

Escolhemos a droga em lugar da lucidez e da saúde; nos fechamos para os afetos em lugar de lhes abrir espaço; corremos atarantados em busca de mais dinheiro do que precisaríamos; se vamos bem em uma atividade, ficamos inquietos e queremos trocar; se uma relação floresce, viramos críticos mordazes ou traímos o outro, dando um jeito de podar carinho, confiança ou sensualidade.

Se a gente pudesse mudar um pouco essa perspectiva, e não encarar drogas, bebida em excesso, mentira, egoísmo e isolamento como “proibidos”, mas como uma opção burra e destrutiva, quem sabe poderíamos escolher coisas que nos favorecessem. E não passar uma vida inteira afastando o que poderia nos dar alegria, prazer, conforto ou serenidade.

No conflitado e obscuro território do inconsciente, que o velho sábio Freud nos ensinaria a arejar e iluminar, ainda nos consideramos maus meninos e meninas, crianças mal comportadas que merecem castigo, privação, desperdício de vida. 

Bom, isso também somos nós: estranho animal que nasceu precisando urgente de conserto.

Alguém sabe o endereço de uma oficina boa, barata, perto de casa – ah, e que não lide com notas frias?

Lya Luft

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Amigo



Um dia, quando eu era um calouro na escola, eu vi um garoto de minha sala caminhando para casa depois da aula. Seu nome era Kyle.

Parecia que ele estava carregando todos os seus livros. Eu pensei: "Por que alguém iria levar para casa todos os seus livros numa sexta-feira? Ele deve mesmo ser um C.D.F".

Como eu já tinha meu final de semana planejado (festas e um jogo de futebol com meus amigos no sábado à tarde), então eu dei de ombros e segui meu caminho.

Conforme eu ia caminhando, eu vi um grupo de garotos correndo na direção dele. Eles o atropelaram, arrancando todos os seus livros de seus braços e o empurrando, de forma que ele caiu no chão. Seus óculos voaram e eu os vi aterrissarem na grama alguns metros de onde ele estava. Ele ergueu o rosto e eu vi a terrível tristeza em seus olhos.

Meu coração se penalizou por ele. Então eu corri até ele, enquanto ele engatinhava procurando por seus óculos, e eu pude ver uma lágrima em seus olhos. Enquanto eu lhe entregava os óculos eu disse: "Aqueles caras são uns babacas. Eles realmente deviam arrumar uma vida própria".

Ele olhou para mim e disse, "Ei, obrigado!". Havia um grande sorriso em sua face. Era um daqueles sorrisos que realmente mostram gratidão. Eu o ajudei a apanhar seus livros e perguntei onde ele morava.

Por coincidência ele morava perto da minha casa, então eu perguntei como nunca o havia visto antes. Ele respondeu que antes ele frequentava uma escola particular. Nós conversamos por todo o caminho de volta para casa e eu carreguei seus livros.

Ele se revelou um garoto bem legal. Eu perguntei se ele queria jogar futebol no sábado comigo e meus amigos. Ele disse que sim. Nós ficamos juntos por todo o final de semana e, quanto mais eu conhecia Kyle, mais eu gostava dele. E meus amigos pensavam da mesma forma.

Chegou a segunda-feira e lá estava o Kyle com aquela quantidade imensa de livros outra vez. Eu o parei e disse, "Diabos, rapaz, você vai ficar realmente musculoso carregando uma pilha de livros assim todos os dias!". Ele simplesmente riu e me entregou metade dos livros.

Pelos próximos quatro anos Kyle e eu nos tornamos melhores amigos. Quando estávamos nos formando começamos a pensar na Faculdade. Kyle decidiu ir para Georgetown, e eu para a Duke. Eu sabia que seríamos sempre amigos, que a distância nunca seria um problema. Ele seria médico, e eu ia tentar uma bolsa escolar no time de futebol.

Kyle era o orador oficial de nossa turma. Eu o provocava o tempo todo sobre ele ser um C.D.F. Ele teve que preparar um discurso de formatura.

Eu estava super contente em não ser eu quem deveria subir no palanque e discursar. No dia da Formatura eu vi Kyle. Ele estava ótimo. Ele era um daqueles caras que realmente se encontraram durante a escola.

Ele estava mais encorpado e realmente tinha uma boa aparência, mesmo usando óculos. Ele saía com mais garotas do que eu, e todas as meninas o adoravam! Às vezes eu até ficava com inveja. Hoje era um daqueles dias. Eu podia ver o quanto ele estava nervoso sobre o discurso. Então eu dei um tapinha nas costas dele e disse:

"Ei, garotão, você vai se sair bem!".

Ele olhou para mim com aquele olhar (aquele olhar de gratidão) e sorriu. "Valeu", ele disse. Quando ele subiu no oratório, ele limpou a garganta e começou o discurso:

"A Formatura é uma época para agradecermos aqueles que ajudaram você durante estes anos duros. Seus pais, seus professores, seus irmãos, talvez até um treinador, mas principalmente aos seus amigos. Eu estou aqui para lhes dizer que ser um amigo para alguém é o melhor presente que você pode lhes dar. Eu vou lhes contar uma historia".

Eu olhei para o meu amigo sem conseguir acreditar enquanto ele contava a história sobre o primeiro dia em que nos conhecemos. Ele havia planejado se matar naquele final de semana. Ele contou a todos como ele havia esvaziado seu armário na escola, para que sua mãe não tivesse que fazer isso depois que ele morresse, e estava levando todas as suas coisas para casa. Ele olhou diretamente no meus olhos e me deu um pequeno sorriso.

"Felizmente eu fui salvo. Meu amigo me salvou de fazer algo inominável". Eu observava o nó na garganta em todos na platéia enquanto aquele rapaz popular e bonito contava a todos sobre aquele seu momento de fraqueza. Eu vi sua mãe e seu pai olhando para mim e sorrindo com aquela mesma gratidão. Até aquele momento eu jamais havia me dado conta da profundidade do sorriso que ele me deu naquele dia.

Nunca subestime o poder de suas ações. Com um pequeno gesto você pode mudar a vida de uma pessoa. Para melhor ou para pior. Deus nos coloca a todos nas vidas uns dos outros para que tenhamos um impacto um sobre o outro de alguma forma. Procure o bem nos outros.

Amigos são anjos que nos deixam em pé quando nossas asas têm problemas em se lembrarem de como voar.

Desconheço a autoria.

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sábado, 23 de abril de 2011

Felicidade


Felicidade não tem peso, nem tem medida, não pode ser comprada, não se empresta, não se toma emprestada, não resiste a cálculos, porque não é  material nos padrões materiais do nosso mundo.

Só pode ser legítima. Felicidade falsa não é felicidade, é ilusão.

Mas, se eu soubesse fazer contas na medida do bem, diria que a felicidade pode ter tamanho, pode ser grande, pequena, cabendo nas conchas da mão, ou ser do tamanhão do mundo.

Felicidade é sabedoria, esperança, vontade de ir, vontade de  ficar, presente, passado, futuro. Felicidade é confiança: fé e crença, trabalho e ação.

Não se pode ter pressa de ser feliz porque a felicidade vem devagarinho, como quem não quer nada.

Ser feliz não depende de dinheiro, não depende de saúde, nem de poder. Felicidade não é fruto da ostentação, nem do luxo. Felicidade é desprendimento, não é ambição.

Só é feliz quem sabe suportar, perder, sofrer e perdoar. Só é feliz quem sabe, sobretudo, amar!

Wanderlino Arruda

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sexta-feira, 22 de abril de 2011

A escolha é sua



Você já ouviu alguma vez falar de livre-arbítrio?

Livre-arbítrio quer dizer livre escolha, livre opção. Em todas as situações da vida, sempre temos duas ou mais possibilidades para escolher. E a cada momento a vida nos exige decisão. Sempre temos que optar entre uma ou outra atitude.

Desde que abrimos os olhos, pela manhã, estamos optando entre uma atitude ou outra. Ao ouvir o despertador, podemos escolher entre abrir a boca para lamentar por não ser nosso dia de folga ou para agradecer a Deus por mais um dia de oportunidades, no corpo físico.

Ao encontrarmos o nosso familiar que acaba de se levantar, podemos resmungar qualquer coisa, ficar calado, ou desejar, do fundo da alma, um bom dia.

Quando chegamos ao local de trabalho, podemos optar entre ficar de bem com todos ou buscar o isolamento, ou, ainda, contaminar o ambiente com mau humor.

Conta um médico, que trata de pacientes com câncer, que as atitudes das pessoas variam muito, mesmo em situações parecidas. Diz ele que duas de suas pacientes, quase da mesma idade, tiveram que extirpar um seio por causa da doença. Uma delas ficou feliz por continuar viva e poder brincar com os netos; a outra optou por lamentar pelo seio que havia perdido, embora também tivesse os netos para se distrair.

Quando alguém o ofende, você pode escolher por revidar, calar-se ou oferecer o tratamento oposto. A decisão sempre é sua.

O que vale ressaltar é que todas as ações terão uma reação correspondente, como consequência. E essa ação é de nossa total responsabilidade. Isso deve ser ensinado aos filhos desde cedo. Caso a criança escolha agredir seu colega e leve alguns arranhões, deverá saber que isso é resultado da sua ação e, por conseguinte, de sua inteira responsabilidade.

Tudo na vida está sujeito à lei de causa e efeito: para uma ação positiva, um efeito positivo; para uma ação infeliz, o resultado correspondente.

Se você chega ao trabalho bem humorado, alegre, radiante, e encontra seu colega de mau humor, você pode decidir entre sintonizar na faixa dele ou fazer com que ele sintonize na sua. Você tem ainda outra possibilidade de escolha: ficar na sua.
Todavia, da sua escolha dependerá o resto do dia. E os resultados lhe pertencem.

Jesus ensinou que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. Pois bem, nós estamos semeando e colhendo o tempo todo. Se semeamos sementes de flores, colhemos flores; se plantamos espinheiros, colheremos espinhos. Não há outra saída.

Mas o que importa mesmo é saber que a opção é nossa. Somos livres para escolher, antes de semear. Aí é que está a justiça divina. Mesmo as semeaduras que demoram bastante tempo para germinar, um dia terão seus frutos. 

São aqueles atos praticados no anonimato, na surdina, que aparentemente ficam impunes. Um dia eles aparecerão e reclamarão colheita. Igualmente, os atos de renúncia, de tolerância, de benevolência, que tantas vezes parecem não dar resultados, um dia florescerão e darão bons frutos e perfume agradável. 

É só deixar nas mãos do jardineiro divino, a quem chamamos de Criador.

Pense nisso: a hora seguinte será o reflexo da hora atual. O dia de amanhã trará os resultados do dia de hoje. É assim que vamos construindo a nossa felicidade ou a nossa desdita, de acordo com a nossa livre escolha, com nosso livre-arbítrio.

Autoria desconhecida

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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Perguntas pascais


Perguntas:

- Papai, o que é Páscoa?

- Ora, Páscoa é... bem... é uma festa religiosa! -Igual ao Natal?

- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.

- Ressurreição?
- É, ressurreição. Carmen, vem cá!

-  Sim?

- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.

- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?

- Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho?

- O que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu ! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola ? Deus me perdoe ! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!

- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?

- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.

- O Espírito Santo também é Deus?

- É sim.

- E Minas Gerais?

-Sacrilégio!!!

-É por isso que a ilha de Trindade fica perto do Espírito Santo?

- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!

- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?

- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.

- Coelho bota ovo?

- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!

- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?

- Era... era melhor, sim... ou então urubu.

- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia ele morreu?

- Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.

-Que dia e que mês?

- Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa e ressuscitou três dias depois, no Sábado de Aleluia.

- Um dia depois!

- Não três dias depois.

- Então morreu na Quarta-feira.

- Não, morreu na Sexta-feira Santa... ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na Sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois!

- Como?

- Pergunte à sua professora de catecismo!

- Papai, porque amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?

- É que hoje é Sábado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.

- O Judas traiu Jesus no Sábado?

- Claro que não! Se Jesus morreu na Sexta!!!

- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?

- Ui...

- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?

- Cristo. Jesus Cristo.

- Só?

- Que eu saiba sim, por quê?

- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?

- Ai coitada!

- Coitada de quem?

- Da sua professora de catecismo!

 Luiz Fernando Veríssimo
terça-feira, 19 de abril de 2011

Somos



Somos donos de nossos atos, mas não donos de nossos sentimentos;

Somos culpados pelo que fazemos, mas não somos culpados pelo que sentimos;

Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos.

Atos são pássaros engaiolados, sentimentos são pássaros em vôo.

Mário Quintana

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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Antes que eles cresçam


Há um período em que os pais vão ficando órfãos de seus próprios filhos.

É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados. Crescem sem pedir licença à vida. Crescem com uma estridência alegre e, às vezes com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de igual maneira, crescem de repente.

Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maneira que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do maternal?

A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça...

Ali estão muitos pais ao volante esperando que eles saiam esfuziantes e cabelos longos, soltos. Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com uniforme de sua geração.

Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias, e da ditadura das horas. E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros. Principalmente com os erros que esperamos que não se repitam.

Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos filhos. Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas. Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô.

Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvirmos sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, posters, agendas coloridas e discos ensurdecedores.

Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao shopping, não lhes demos suficientes hamburgueres e refrigerantes, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado.

Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto. No princípio iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhos. Sim havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim.

Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados.

Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes".

Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito para que eles acertem nas escolhas em busca da felicidade. E que a conquistem do modo mais completo possível.

O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco.

Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.
  
Affonso Romano de Sant'Anna

Procura da felicidade


Quem já não invadiu a geladeira de madrugada ou, até mesmo, durante o dia e, depois de ter devorado tudo, ainda sussurrou que não era nada disso o que procurava.

Por quantas vezes você teve sede e a quantidade de água não era o suficiente para saciá-lo?

Muito sono, mas não conseguia dormir?

E quantas vezes o controle remoto da sua tv quase lhe pediu para ter mais calma, pois você passava por vários canais e não encontrava o programa certo?

Em questão de roupa, então, não podemos nem nos aprofundar, difícil escolha.

E quando nos vemos à frente da felicidade, qual o caminho a tomar?

Sabemos que muitas vezes a decisão pode ser única, sem volta. E se, talvez, voltarmos atrás não terá o mesmo efeito.

Brigamos diariamente com as decisões que confundem nossa cabeça. Adiamos o que seria ótimo, deixamos pra lá o que poderia estar cá.

Mas a felicidade é, na maioria das vezes, a procura indefinida, certeza, quem tem?

Mas podemos mudar isso. Não podemos ser perfeitos a todo momento, mas procuramos a perfeição em todos os cantos.

Talvez você não saiba que é feliz, ou também finja essa felicidade, então que tal refletir e avaliar.

Procure ... felicidade ainda existe.

Edson Rufo

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domingo, 17 de abril de 2011

Meu eu em você


Eu sou o brilho dos teus olhos ao me olhar
Sou o teu sorriso ao ganhar um beijo meu
Eu sou teu corpo inteiro a se arrepiar
Quando em meus braços você se acolheu

Eu sou o teu segredo mais oculto
Teu desejo mais profundo, Teu querer..
Tua fome de prazer, sem disfarçar
Sou a fonte de alegria..Sou o teu sonhar

Eu sou a tua sombra, Eu sou teu guia
Sou o teu luar em plena luz do dia
Sou tua pele, proteção..Sou teu calor
Eu sou teu cheiro a perfumar o nosso amor.

Eu sou tua saudade reprimida
Sou teu sangrar ao ver minha partida
Sou teu peito a apelar gritar de dor
Ao se ver ainda mais distante do meu amor

Sou teu ego, Tua alma
Sou teu céu, O teu inferno..A tua calma
Eu sou teu tudo..Sou teu nada
Sou apenas tua amada...
Eu sou teu mundo, Sou teu poder
Sou tua vida.sou meu eu em você.
Paula Fernandes.




sábado, 16 de abril de 2011

Para viver melhor


Dê mais às pessoas, mais do que elas esperam, e faça com alegria.

Decore seu poema favorito.

Não acredite em tudo que você ouve, gaste tudo o que você tem e durma tanto quanto você queira.

Quando disser "Eu te amo" olhe as pessoas nos olhos.

Fique noivo pelo menos seis meses antes de se casar.

Acredite em amor à primeira vista.

Nunca ria dos sonhos de outras pessoas.

Ame profundamente e com paixão.

Você pode se machucar, mas é a única forma de viver a vida completamente.

Em desentendimento, brigue de forma justa, não use palavrões.

Não julgue as pessoas pelo seus parentes.

Fale devagar mas pense com rapidez.

Quando alguém perguntar algo que você não quer responder, sorria e pergunte: "Porque você quer saber?".

Lembre-se que grandes amores e grandes conquistas envolvem riscos.

Ligue para sua mãe.

Diga "saúde" quando alguém espirrar.

Quando você se deu conta que cometeu um erro, tome as atitudes necessárias.

Quando você perder, não perca a lição.

Lembre-se dos três Rs: Respeito por si próprio, respeito ao próximo e responsabilidade pelas ações.

Não deixe uma pequena disputa ferir uma grande amizade.

Sorria ao atender o telefone, a pessoa que estiver chamando ouvirá isso em sua voz.

Case com alguém que você goste de conversar. Ao envelhecerem suas aptidões de conversação serão tão importantes quanto qualquer outra.

Passe mais tempo sozinho.

Abra seus braços para as mudanças, mas não abra mão de seus valores.

Lembre-se de que o silêncio, às vezes, é a melhor resposta.

Leia mais livros e assista menos TV.

Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e olhar para trás, você poderá aproveitá-la mais uma vez.

Confie em Deus, mas tranque o carro.

Uma atmosfera de amor em sua casa é muito importante. Faça tudo que puder para criar um lar tranquilo e com harmonia.

Em desentendimento com entes queridos, enfoque a situação atual.

Não fale do passado.

Leia o que está nas entrelinhas.

Reparta o seu conhecimento. É uma forma de alcançar a imortalidade.

Seja gentil com o planeta.

Reze. Há um poder incomensurável nisso.

Nunca interrompa enquanto estiver sendo elogiado.

Cuide da sua própria vida.

Não confie em alguém que não fecha os olhos enquanto beija.

Uma vez por ano, vá a algum lugar onde nunca esteve antes.

Se você ganhar muito dinheiro, coloque-o a serviço de ajudar os outros, enquanto você for vivo. Esta é a maior satisfação de riqueza.

Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade de um pelo outro.

Julgue seu sucesso pelas coisas que você teve que renunciar para conseguir.

Lembre-se de que seu caráter é seu destino.

Usufrua o amor e a culinária com abandono total.

Dalai Lama.

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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Mulher



Depois de um bom tempo dizendo que eu era a mulher da vida dele, um belo dia eu recebo um e-mail dizendo: 'olha, não dá mais'.

Tá certo que a gente tava quase se matando e que o namoro já tinha acabado mesmo, mas não se termina nenhuma história de amor (e eu ainda o amava muito) com um e-mail, não é mesmo?

Liguei pra tentar conversar e terminar tudo decentemente e ele respondeu: mas agora eu to comendo um lanche com amigos'.

Enfim, fiquei pra morrer algumas semanas até que decidi que precisava ser uma mulher melhor para ele.

Quem sabe eu ficando mais bonita, mais equilibrada ou mais inteligente, ele não volta pra mim?

Foi assim que me matriculei simultaneamente numa academia de ginástica, num centro budista e em um curso de cinema.

Nos meses que se seguiram eu me tornei dos seres mais malhados, calmos, espiritualizados e cinéfilos do planeta. E sabe o que aconteceu? Nada, absolutamente nada, ele continuou não lembrando que eu existia.

Aí achei que isso não podia ficar assim, de jeito nenhum, eu precisava ser ainda melhor pra ele, sim, ele tinha que voltar pra mim de qualquer jeito!

Pra isso, larguei de vez a propaganda, que eu não suportava mais, e resolvi me empenhar na carreira de escritora, participei de vários livros, terminei meu próprio livro, ganhei novas colunas em revistas, quintupliquei o número de leitores do meu site e nada aconteceu.

Mas eu sou taurina com ascendente em áries, lua em gêmeos, filha única! Eu não desisto fácil assim de um amor, e então resolvi tinha que ser uma super ultra mulher para ele, só assim ele voltaria pra mim.

Foi então que passei 35 dias na Europa, exclusivamente em minha companhia, conhecendo lugares geniais, controlando meu pânico em estar sozinha e longe de casa, me tornando mais culta e vivida.

Voltei de viagem e tchân, tchân, tchân, tchân: nem sinal de vida.

Comecei um documentário com um grande amigo, aprendi a fazer strip, cortei meu cabelo 145 vezes, aumentei a terapia, li mais uns 30 livros, ajudei os pobres, rezei pra Santo Antonio umas 1.000 vezes, torrei no sol, fiz milhares de cursos de roteiro, astrologia e história, aprendi a nadar, me apaixonei por praia, comprei todas as roupas mais lindas de Paris.

Como última cartada para ser a melhor mulher do planeta, eu resolvi ir morar sozinha.

Aluguei um apartamento charmoso, decorei tudo brilhantemente, chamei amigos para a inauguração, servi bom vinho e comidinhas feitas, claro, por mim, que também finalmente aprendi a cozinhar.

Resultado disso tudo: silêncio absoluto.

O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele.

Até que algo sensacional aconteceu...

Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher, que eu acabei me tornando mulher DEMAIS para ele. Ele quem mesmo???

Martha Medeiros
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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Escutatória



Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar, ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma". Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver é preciso que a cabeça esteja vazia.

Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma".

Daí a dificuldade: a gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.

Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios: reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.

Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.

Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades. Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado".

Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou".

Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.

O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou". E assim vai a reunião. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.

Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.

Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, [...]. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.

Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.

Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

Rubem Alves.

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terça-feira, 12 de abril de 2011

Loucos e santos


Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito, nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.

Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde

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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Reflexões


"Fui criada com princípios morais comuns. Quando criança, ladrões tinham a aparência de ladrões e nossa única preocupação em relação à segurança era a de que os "lanterninhas" dos cinemas nos expulsassem devido às batidas com os pés no chão quando uma determinada música era tocada no início dos filmes, nas matinês de domingo.

Mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades presumidas, dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos e/ou mais velhos, mais afeto. Confiávamos nos adultos porque todos eram pais/mães de todas as crianças da rua, do bairro, da cidade. Tínhamos medo apenas do escuro, de sapos, de filmes de terror.

Assistindo hoje ao Jornal da noite, deu-me uma tristeza infinita por tudo que perdemos. Por tudo o que meu filho precisa temer. Pelo medo no olhar de crianças, jovens, velhos e adultos.

Matar os pais, os avós, violentar crianças, seqüestrar jovens, roubar, enganar, passar a perna, tudo virou banalidades de notícias policiais, esquecidas após o primeiro intervalo comercial.

Agentes de trânsito multando infratores são exploradores, funcionários de indústrias de multas. Policiais em 'blitz' são abuso de autoridade. Regalias em presídios são matéria votada em reuniões. Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos... Não levar vantagem é ser otário. 

Pagar dívidas em dia é bancar o bobo, anistia para os caloteiros de plantão. Ladrões de terno e gravata, assassinos com cara de anjo, pedófilos de cabelos brancos. O que aconteceu conosco?
 
Professores surrados em salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas portas e janelas. Crianças morrendo de fome, gente com fome de morte. Que valores são esses?

Carros que valem mais que abraço, filhos querendo-os como brindes por passar de ano. Celulares nas mochilas dos que recém largaram as fraldas. TV, DVD, telefone, vídeo game, o que vai querer em troca desse abraço, meu filho? Mais vale um Armani do que um diploma. Mais vale um telão do que um papo. Mais vale um baseado do que um sorvete. Mais vale dois vinténs do que um gosto. Que lares são esses?

Bom dia, boa noite, até mais. Jovens ausentes, pais ausentes, droga presente e o presente uma droga. Quando foi que tudo sumiu ou virou ridículo? Quando foi que senti amor pela última vez? Quando foi que esqueci o nome do meu vizinho? Quando foi que olhei nos olhos de quem me pede roupa, comida, calçado sem sentir medo? Quando foi que fechei a janela do meu carro? Quando foi que me fechei?

Quero de volta a minha dignidade, a minha paz. Quero de volta a lei e ordem. Quero liberdade com segurança. Quero tirar as grades da minha janela para tocar as flores. Quero sentar na calçada, e minha porta aberta nas noites de verão. Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olho no olho. Quero a vergonha, a solidariedade e a certeza do futuro. Quero a esperança, a alegria. Eu quero ser gente e não peça de um jogo manipulado por TV a cabo.

Eu quero a notícia boa, a descoberta da vacina, a plantação do arroz. Eu quero ver os colonos na terra, as crianças no colégio, os jovens divertindo-se, os velhinhos contando histórias. Eu quero um emprego decente, um salário condizente, uma oportunidade a mais. Eu quero voltar a ser feliz! 

Quero dizer basta a esta inversão de valores e ideais. Quero rir de quem acha que precisa de silicone, lipoaspiração, implante, dieta, cirurgia plástica, carro zero e quem sabe até um importado, laptop, bolsa XYZ, calça ZYX para se sentir inserido no contexto ou ser "normal".

Abaixo o especialista, o sabe-tudo rodeado de microfones e câmaras! Abaixo o "TER", viva o "SER"! E viva o retorno da verdadeira vida, simples como uma gota de chuva, limpa como um céu de abril, leve como a brisa da manhã! E definitivamente comum."

Sara Maria Binatti dos Anjos

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domingo, 10 de abril de 2011

Mudanças



"Mire, veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando."

Guimarães Rosa
sábado, 9 de abril de 2011

Paz no mundo



A paz no mundo começa dentro de mim, quando me aceito, de corpo e alma, e reconheço meus defeitos, com paciência e calma, em vez de me fragmentar em mil pedaços.

Eu me coloco inteiro no que penso, sinto e faço, passageiro no tempo e no espaço, sem nada para levar que possa me prender, sem medo de errar e com muita vontade de aprender.

A paz no mundo começa entre nós, quando eu aceito o teu modo de ser. Sem me opor ou resistir reconheço tuas virtudes, sem te invejar ou me retrair e faço das nossas diferenças a base de nossa convivência.

Em lugar de te dividir em mil personagens, consigo ver-te inteiro, nu, real, sem  nenhuma maquiagem, companheiros da mesma viagem no processo de aprendizagem do que é ser gente.

A paz no mundo começa quando as palavras se calam e os gestos se multiplicam. Quando se reprime a vergonha e se expressa a ternura, quando se repudia a doença e se enaltece a cura. Quando se combate a normalidade que virou loucura e se estimula o desejo de melhorar a humanidade, de construir uma outra sociedade, com base numa outra relação...

Uma relação em que amar é a regra e não mais a exceção.

José Eustáquio de Souza

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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Um dia daqueles


Todo mundo tem um dia "daqueles".

São dias miseráveis, quando você se sente um lixo, sem ânimo para nada, sozinho no mundo e literalmente acabado. São dias em que você se sente minúsculo, insignificante e tudo parece fora de alcance.

Em dias assim, você pode se tornar paranóico, achando que todo mundo está a fim de te pegar. Você se sente frustrado e ansioso.

Num dia daqueles, você se sente mergulhado num oceano de tristeza. Você fica a ponto de se derreter em lágrimas, sem ao menos saber por quê.

Você se sente como se estivesse perambulando pela vida sem propósito e nem sabe quanto tempo mais dá pra segurar...

E nem precisa muito para começar um dia daqueles; talvez você acorde sentindo que sua cara não está das melhores, descubra algumas novas rugas, que ganhou alguns quilinhos ou que nasceu aquela espinha no nariz.

Qualquer que seja a razão, você acaba convencido de que alguém lá em cima não vai com a sua cara...

Ai, o que fazer? O que fazer?

Bom, se você é como todo mundo, pode se agarrar à crença idiota de que tudo há de dar certo no fim. Daí, você vai passar o resto da vida oçhando por cima do ombro à espera da próxima cilada que o destino está reservando para você.

Vai se tornar cínico e rabugento, ou uma vítima chorona e patética. E a coisa vai por ai, até você se sentir deprimido, com vontade de deitar-se e implorar para que a terra o engula de uma vez. Ou, o que é pior, achar que não dá mais pra tocar em frente.

Isso é uma loucura, porque só se é jovem uma vez e não se fica velho duas vezes. Quem pode dizer as coisas fantásticas que estão logo ali, no virar da esquina?

Afinal de contas, o mundo está cheio de descobertas surpreendentes, coisas que você nem imagina!

Então pare de se esconder pelos cantos. É hora de ir à luta! Aceite o fato que você vai ter de deixar para trás uma certa carga emocional, tente ver as coisas de outro ângulo.

Orgulhe-se de ser quem você é, mas nunca perca a capacidade de rir de si mesmo. Isto é bem mais fácil quando você está no meio de gente alegre.

Viva cada dia como se fosse o último, porque um dia vai ser mesmo. Não exite em abocanhar mais do que você pode, assuma riscos. Jamais recue. Meta as caras, vá em frente!

Afinal de contas, a vida não é uma loucura? Bom, pelo menos eu acho.

Bradley Trevor Greive

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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Amor e amizade


Perguntei a um sábio, a diferença que havia entre amor e amizade. Ele me disse essa verdade...

O Amor é mais sensível, a Amizade mais segura.

O Amor nos dá asas, a Amizade o chão.

No Amor há mais carinho, na Amizade compreensão.

O Amor é plantado e com carinho cultivado, a Amizade vem faceira, e com troca de alegria e tristeza, torna-se uma grande e querida companheira.

Mas quando o Amor é sincero, ele vem com um grande amigo, e quando a Amizade é concreta, ela é cheia de amor e carinho.

Quando se tem um amigo ou uma grande paixão, ambos sentimentos coexistem dentro do seu coração.

Atribuído a William Shakespeare.

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terça-feira, 5 de abril de 2011

Olha


Olha você tem todas as coisas
Que um dia eu sonhei pra mim
A cabeça cheia de problemas
Mas eu não me importo
Eu gosto mesmo assim

Tem os olhos cheios de esperança
De uma cor que ninguém mais possui
Me traz meus passados e a lembrança
Coisas que eu quis ser e não fui

Olha você vive tão distante
Muito além do que eu posso ter
E eu que sempre fui tão inconstante
Desculpe meu amor, agora é pra valer

Olha vem comigo aonde eu for, onde eu for
Seja meu amante, meu amado, meu amor
Vem seguir comigo meu caminho
E viver a vida só de amor

Olha você vive tão distante
Muito além do que eu posso ter
E eu que sempre fui tão inconstante
Te juro meu amor, agora é pra valer

Olha vem, vem comigo aonde eu for, onde eu for
Seja minha amante, minha amada, meu amor
Vem seguir comigo meu caminho
E viver a vida só de amor

Interpretação Ivete Sangalo





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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Onde cabe o amor

 
O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar.

O amor é grande e cabe na cama e no colchão de amar.

O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.

Carlos Drummond de Andrade.

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domingo, 3 de abril de 2011

O que é o amor


Patty Pimentinha: O que você acha que é Amor, Charlie?

Charlie Brown: Bem, anos atrás meu pai tinha um sedan preto, 1934.

Patty Pimentinha: E o que isso tem a ver com Amor?

Charlie Brown: Então, isso é o que ele me disse: tinha essa menina, sabe? Meu pai e ela passeavam juntos de carro e sempre que ele ia pegá-la, ele segurava a porta para ela. Depois que ela entrava no carro, ele fechava a porta e dava a volta por trás do carro para entrar do outro lado. Só que, antes de ele chegar, ela se esticava até a porta do motorista e apertava o botão, trancando-o para fora. Então ela ficava lá dentro, fazendo caretas e sorrindo para ele. Para mim, Amor é isso.

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sábado, 2 de abril de 2011

Lições de amor


A primeira lição está dada: o amor é onipresente.

Agora a segunda: mas é imprevisível.

Jamais espere ouvir “eu te amo” num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa.

O amor odeia clichês.

Você vai ouvir “eu te amo” numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza.

Idealizar é sofrer.

Amar é surpreender.

 Martha Medeiros

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Sobre mim

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Claudia Mei
É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. Clarice Lispector
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